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Image by Christian Wiediger
  • Foto do escritorHonassys R. Rocha Silva

Explorando os Diferentes Exames de Campimetria: Revelando os Segredos do Campo Visual! ūüĎĀÔłŹūüďä


O que é o exame de campo visual?

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Nesse conte√ļdo, eu vou lhe explicar o que √© o exame de campo visual ou perimetria, muitas vezes chamado de campo visual ou de perimetria computadorizada.



Antes de começar, eu vou me apresentar. Eu sou o Dr. Honassys, sou médico oftalmologista e diretor da Clínica do Olho.


Para você entender o que é o exame do campo visual, vamos entender primeiro o que é o campo visual.

Quando a gente olha em um objeto com bastante atenção, nós observamos os detalhes daquele objeto.

Essa é a visão mais central que nós conseguimos enxergar, com bastante detalhe.

No entanto, se n√≥s focalizarmos nossa aten√ß√£o para a √°rea perif√©rica desse mesmo quadro, n√≥s iremos perceber que existem v√°rias outras informa√ß√Ķes.


Claro que sem tanta nitidez comparando com a √°rea central dessa mesma imagem.

O olho humano é capaz de enxergar uma amplitude muito grande a partir desse 180 graus quando nós olhamos para frente.


Quanto mais periférica é a visão, maior e mais intenso tem que ser o estímulo para que nós possamos enxergar o que entrou em nosso campo de visão.


Nós enxergamos com a certa nitidez até 120, 130 graus de amplitude na horizontal e também na vertical.


E quando nós temos uma atenção a um objeto essa área mais central de 2 graus, de 10 graus ela tem uma nitidez muito maior do que a periferia da imagem.


O exame de campo visual ele mede como se encontra o nosso campo de visão através de algumas técnicas.


Existem basicamente três.


A primeira é um campo chamado de confrontação no qual o médico ou um outro examinador examina o paciente oferece ali alguns objetos para que o paciente enxergue saindo de fora para dentro e ele faz uma anotação no prontuário.


Essa é uma medida bem básica e bastante válida quando você não tem acesso aos equipamentos adequados para fazer a medida.


Esses equipamentos, e vamos para os outros dois tipos, eles s√£o do tipo manual, campo

visual ou perímetro manual e o campo visual ou perímetro computadorizado.


A diferença basicamente é que no campo manual, o médico ou o examinador técnico ele coloca manualmente o estímulo da periferia em direção ao centro e faz uma anotação de acordo com a informação que o paciente fornece.


No campo computadorizado, essa informa√ß√£o, esse est√≠mulo luminoso, ele √© apresentado em diferentes locais, com diferentes intensidades no per√≠metro, no aparelho, naquela c√ļpula.


E √© importante para que a precis√£o desse exame seja m√°xima, √© que essa c√ļpula seja equidistante, ou seja, o est√≠mulo colocado mais na periferia, ele deve ter a mesma dist√Ęncia do olho em rela√ß√£o ao est√≠mulo colocado no centro.


Ent√£o, quanto mais existir a c√ļpula de uma maneira adequada e com um banco de dados confi√°vel para que se possa comparar a sensibilidade de cada ponto, mais preciso vai ser esse exame.


E dentre esses exames de perimetria computadorizada, hoje o mais famoso, o mais aceito na comunidade médica é o do tipo Humphrey.


E talvez o grande diferencial desse aparelho seja o seu banco de dados, que ele é bastante conhecido entre os oftalmologistas praticamente no mundo inteiro.


Eu vou falar um pouco mais sobre o campo visual computadorizado.

Nós temos basicamente três áreas de medição do campo visual. Os 30 graus centrais os 24 graus ou os 10 graus centrais.


E aí normalmente na solicitação médica essa identificação é feita colocando como 30 2 ou 24 2 ou 10 2.

Normalmente os médicos que solicitam esses exames são médicos oftalmologistas neurologistas e eventualmente médicos clínicos.


Eu vou dar alguns exemplos de algumas doenças que podem afetar o campo visual.


A primeira é a DMRI, a degeneração macular relacionada à idade.

√Č uma doen√ßa que afeta a retina e afeta a vis√£o central.


Então, nessa condição, usualmente o médico oftalmologista solicita o exame do tipo 10-2 ou o teste macular, porque a visão afetada é a visão central.


E aí, o quanto essa visão central é prejudicada pode ser de fato, isso medido através da perimetria computadorizada da área central da visão, geralmente o do tipo 10-2.


Segunda doença é o glaucoma.

Então nós medimos normalmente os 24 graus centrais por uma questão de praticidade, um exame mais confortável do que a medida dos 30 graus centrais.


Teoricamente, quanto maior essa amplitude feita, mais preciso para o diagnóstico de glaucoma é este exame.

No entanto, é um exame cansativo.


Eu j√° fiz esse exame e, de fato, a pessoa precisa estar ali concentrada. √Č um exame chamado de psicof√≠sico, precisa da informa√ß√£o do paciente.



√Č apresentado um est√≠mulo luminoso e toda vez que n√≥s enxergamos aquele est√≠mulo, n√≥s devemos apertar um bot√£o.


O aparelho emite algumas vezes um som para fazer


o teste do chamado falso positivo e do falso negativo, que s√£o indicadores da qualidade daquele exame.


E por √ļltimo, nas doen√ßas neurol√≥gicas, s√£o muito famosas altera√ß√Ķes conhecidas como hemianopsias, que existem alguns tipos e essa an√°lise, inclusive, ela √© muito prazerosa de ser feita porque n√≥s comparamos ali a vis√£o, o campo visual dos dois olhos e a depender, inclusive, da combina√ß√£o das informa√ß√Ķes, n√≥s at√© podemos localizar aonde se encontra a les√£o a n√≠vel cerebral.




E você, tem algo a compartilhar conosco com a sua experiência?


Se eventualmente você já fez um campo visual?



Voc√™ tem d√ļvidas a respeito de doen√ßas oculares?

Coloque pra gente aqui nos coment√°rios.




A gente vai ter uma m√°xima satisfa√ß√£o de elaborar um novo conte√ļdo.



Gostou desse vídeo?

Então assine e compartilhe com uma pessoa que tem DMRI, glaucoma ou alguma doença neurológica.



A visão é o sentido mais importante do ser humano.

Um grande abraço e até a próxima!


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